História do Terço dos Homens no Brasil
Padre Vandemir Jozoé Meister
1 – O Terço rezado pelos homens na Igreja
2 – No Brasil – homens que rezavam o terço
3 – Um novo alvorecer do Terço no Brasil
3.1 – O embrião Terço dos Homens no Brasil
3.2 – Semente do Terço dos Homens
1 – O Terço rezado pelos homens na Igreja
O Terço, como ato de piedade, rezado por homens faz parte história da piedade da Igreja. Desde os primórdios da história da confecção do santo rosário era rezado pelos monges e leigos iletrados, isto é, os que não dominavam a leitura dos salmos.
No século XIII foi difundido especialmente pelos missionários dominicanos.
Os monges, como uma pastoral de reunir no final do dia os trabalhadores do campo, usavam o terço, pois era um meio fácil de envolver a participação de todos. Por este e outros motivos o rosário foi rapidamente difundido e conhecido, tornando-se o breviário do leigo, isto é, aquele que também recita 150, mas não salmos, e sim louvores àquela que é a grande advogada dos homens no Reino dos Céus – Maria Santíssima.
Com o passar do tempo vai surgindo as Confrarias do Rosário, locais onde, normalmente, os homens se reuniam para recitar o terço.
2 – No Brasil homens que rezavam o Terço
Constata-se que ainda não existe um estudo acurado sobre grupo de homens rezando o Terço na história da Igreja no Brasil. Temos algumas fontes que precisam ainda ser melhor estudadas.
No Brasil, no tempo da escravidão era comum ter grupos de escravos, separados de acordo com o sexo, que rezavam o terço, promovido pelos missionários. Era uma forma fácil e prática de cativar os homens e fomentar a fé e sua transmissão.
Em Goiânia, Pernambuco em 1550, difundiu-se a devoção de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, e com isso temos a formação de grupos que rezavam o rosário denominados Terço dos Homens Pretos, e que vai alimentar as futuras fundações das Irmandades e Confrarias no Brasil.
Muitas irmandades dessa invocação foram fundadas nas igrejas do norte e nordeste brasileiro durante o século XVII; como, por exemplo, as irmandades existentes no Recife (PE), Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (1674) e em Belém (PA) na Igreja de Nossa Conceição da Praia, etc.
Segundo Serafim Leite, em 1586 os jesuítas fundaram várias confrarias do Rosário entre os escravos dos engenhos, “com o fim de promoverem a piedade e a instrução religiosa de índios e negros”1. Já no século XVII foi fundada a irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em 1639, onde incentivava os homens a rezar o terço.
Também no interior de Minas Gerais, na época do Brasil-colônia existiram grupos de homens que rezavam o Terço, normalmente no final do dia. Era um meio que usavam para rezar, e depois partilhavam acontecimentos da vida e da cidade.
Históricamente, aqui e acolá, isoladamente se encontrou homens reunidos em grupo rezando o Terço. No último século, também se constatou grupo isolado de homens rezando o Terço em Itabi/SE motivado pelo Frei Peregrino; em Santa Maria/RS motivado pelo Venerável João Luiz Pozzobon. Foram grupos isolados em diferentes épocas, que não tiveram expansão missionária para outras regiões.
3 – Um alvorecer do Terço dos Homens no Brasil
Históricamente falando se constata na Igreja uma nova originalidade, Grupos de homens rezando o Terço.
Essa originalidade nasce no nordeste brasileiro, mais especificamente em Jaboatão dos Guararapes e Olinda, Pernambuco. Ali são fundados os dois grupos que se complementam, e a partir destes dois grupos acontece a expansão, raiz do que conhecemos atualmente como Terço dos Homens em todo Brasil.
A originalidade deste momento, em relação aos anteriores é a peculiaridade da expansão missionária dos grupos em paróquias e capelas. O grupo originário assumiu a ação missionária da realização do ideal do Santuário da Mãe Rainha em Olinda-PE de “implantar novos grupos” em paróquias e comunidades. É um acontecimento destas últimas 3 décadas.
Viu-se uma forma de realização do ideal deste Santuário da Mãe Rainha (Tabor da Nova Evangelização), a implantação de grupos como um movimento de vida, que vai naturalmente se espalhando organizadamente na Igreja e respondendo às necessidades espirituais. Essa expansão é uma originalidade deste tempo mariano na Igreja no Brasil.
3.1 – O embrião do movimento do Terço dos Homens no Brasil.
Podemos afirmar historicamente que a atual erupção de crescimento de grupos do Terço do Brasil começa no dia 05 de março de 1997, com o que hoje se conhece como Terço dos Homens Mãe Rainha.
A expansãodo Terço dentro da Igreja, neste caso concreto no Brasil, tem suas origens no Nordeste brasileiro, mais precisamente na década de noventa, fomentada pela espiritualidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt, movimento marcadamente mariano, com o título de Mãe Rainha.
Em um Encontro Regional dos Coordenadores do Movimento da Mãe Rainha (Movimento Apostólico de Schoenstatt), em Igarassu/PE, 1996, onde se partilhavam as experiências missionárias no nordeste brasileiro com a difusão da devoção à Mãe Rainha, especialmente ocorrido através da Campanha da Mãe Peregrina, participava também a Sra. Oneida Araújo da Silva, procedente de Jaboatão dos Guararapes/PE.
Neste encontro a Sra. Oneida escuta o testemunho do Sr. Jurandir da Rocha Pereira, representante do Movimento da Mãe Rainha de Maceió/AL, que contava as ações missionárias realizadas na diocese de Maceió. Entre os relatos, o Sr. Jurandir comentou que as Missionárias da Campanha da Mãe Peregrina se reuniam junto à Casa Mãe Rainha, na paróquia de Nossa Senhora de Lurdes, em Maceió, para fazer reuniões referente às ações missionárias da Campanha da Mãe Peregrina. Isto acontecia mensalmente.
Esta iniciativa de rezar o terço perdurou por pouco tempo debaixo da árvore junto à Casa Mãe Rainha enquanto foram necessárias as reuniões de suas esposas.
Mas a iniciativa não se perdeu, graças à fé e ao olhar perspicaz desta senhora pernambucana, Sra. Oneida, coordenadora da Campanha da Mãe Rainha em Jaboatão dos Guararapes.
Neste mesmo Encontro Regional dos Coordenadores da Campanha da Mãe Rainha em Igarassu/PE, a Sra. Oneida Araújo da Silva se aproximou do Sr. Jurandir para saber melhor sobre a história desses homens que rezavam o terço na rua. Comenta o Sr. Jurandir: “Os esposos destas senhoras ficavam na rua esperando terminar a reunião. Um deles teve a ideia, enquanto as esposas faziam a reunião, de rezar o terço. Assim, estes homens rezavam o terço na rua, embaixo de uma árvore frondosa, enquanto as esposas conversavam sobre as atividades da Campanha da Mãe Peregrina.”
3.2 – Embrião originário do primeiro Grupo do Terço dos Homens
De coisas insignificantes, muitas vezes, Deus faz florescer um grande e frondoso jardim usando os instrumentos ao seu modo. As sementes são lançadas, dependerá em que terra há de cair essas sementes.
Essa história dos homens rezando o terço na rua deu muitas voltas no coração desta aguerrida senhora. De volta em sua cidade de origem, Jaboatão dos Guararapes, Pernambuco, onde era coordenadora da Campanha da Mãe Peregrina desde 1991, buscava um meio para que se iniciasse um grupo de homens rezando o terço. Primeiramente levou a ideia e apresentou ao seu pároco, Padre Américo Vasconcelos da Paróquia de Santo Amaro em Jaboatão dos Guararapes, que a autorizou a dar seguimento ao seu anseio de organizar um grupo de homens para rezar o Terço.
A senhora Oneida, sem seguida, dirigiu-se ao Sr. Antônio José dos Santos, que era um dos missionários da Mãe Peregrina no comércio, e o conhecia há muito tempo devido ao seu comprometimento com a capela, à qual pertencia. O Sr. Santos tinha o costume de rezar sozinho o terço na capela Nossa Senhora do Livramento. A Sra. Oneida o convidou para iniciar o grupo de homens para rezar o terço, todos juntos.
A capela de Nossa Senhora do Livramento frequentada pelos dois tinha sido também transformada em um Santuário Paroquial da Mãe Rainha.
Conta a Sra. Oneida que o Sr. Santos não se empolgou com a proposta de formar um grupo de homens para rezar o Terço. Ela insistiu algumas vezes, mas o Sr. Santos não tomava iniciativa. Passados quase 1 ano depois da primeira investida, segundo comentários da Sra. Oneida, ela resolveu novamente provocar o Sr. Santos abordando-o:
“Santos, você convida os teus amigos homens perto da tua casa, e eu convido os homens que conheço lá embaixo no bairro, e vamos começar esse grupo de homens para rezar o terço.”[1]
No dia 05 de março de 1997, na boca da noite, a Sra. Oneida apareceu com um pequeno grupo de homens e também o Sr. Santos com mais alguns amigos, um total de 15 homens[2], reunindo-se na Capela Nossa Senhora do Livramento. A Sra. Oneida chegou na capela e apresentou os homens e disse ao Sr. Santos: “Agora é com você Santos.”[3] E voltou para sua casa.
Assim temos a semente do primeiro grupo do Terço dos Homens sob a proteção de Nossa Senhora com o título de Mãe e Rainha. Pois, deu-se com as pessoas que cultivavam esta devoção e dentro da capela transformada em Santuário Paroquial Mãe Rainha. O grupo inicial de 15 homens foi crescendo gradativamente. Assim, rezando semanalmente foram também foi assumindo algumas atividades pastorais. Entre elas, era de práxis que na festa anual no Santuário da Mãe Rainha em Olinda, dia 18 de outubro, fossem os responsáveis para carregar o andor da Imagem no trajeto da paróquia São Lucas até o Santuário, com uma camiseta alusiva ao grupo Terço dos Homens.
Não somente a recitação do terço dentro da capela, mas também a ação externa ajudou a dar visibilidade a estes homens.
3.3 – Do embrião se multiplica a vida – Santuário Mãe Rainha.
Este primeiro embrião foi levado para um ambiente mais fecundo, dando assim início ao crescimento do que se conhece hoje como Grupo do Terço dos Homens.
Um acontecimento importante para o início da expansão deu-se quando o padre schoesntattiano Pe. José Pontes, assistente do Movimento Apostólico de Schoenstatt tomou contato com a realidade desse acontecimento da capela Nossa Senhora do Livramento, onde o primeiro grupo de homens rezava o terço.
Sob a ação insistente da Sra. Oneida Araújo o padre foi levado de Kombi até o local para ver este primeiro grupo de oração do Terço dos Homens. Assim começaram a se chamar os primeiros grupos.
Comenta a Sra. Oneida Araújo:
“Eu tinha convidado algumas vezes o Pe. Pontes para vir aqui para nos falar da Mãe Rainha. Mas ele não vinha. Um dia pequei o telefone e disse que ia buscá-lo para vir para cá, pois queria mostrar algo interessante que estava acontecendo na Capela Nossa Senhora do Livramento – um grupo de homens rezando o terço todas as semanas. Combinei com ele o dia, pois tinha que ser o dia que os homens rezavam o terço. Aluguei uma Kombi, pois não tinha carro e ninguém que fosse buscá-lo. Foi eu e uma outra missionária da Mãe Rainha comigo. Fomos de Kombi para Olinda, buscar o padre no Santuário da Mãe Rainha. Voltemos de Kombi e paramos lá embaixo. Saímos da Kombi e subindo caminhando rezando o terço. Quando chegamos o padre se maravilhou no que viu; aqueles homens rezando o terço.”[4]
O Pe. José Pontes achou esta iniciativa interessante e intuiu neste acontecimento algo grandioso para a execução do Ideal do Santuário da Mãe Rainha de Olinda.
O Santuário onde ele trabalhava tinha como Ideal: Tabor da Nova Evangelização. Este ideal foi pensado ao construir este Santuário, pois estava no contexto do Jubileu dos 500 anos de Evangelização das Américas, em 1992. O Santuário deveria ser fonte de reevangelização para o nordeste brasileiro. Ninguém imaginaria que seria através da impronta mariana da reza do Terço.
O Pe. José Pontes convidou o Sr. Antônio Medeiros Costa Filho, pertencente à Liga de Famílias de Schoenstatt para implantarem no Santuário da Nova Evangelização, em Olinda, PE, o grupo de oração do Terço dos Homens, que ele tinha conhecido Jaboatão dos Guararapes. Isso dava-se aproximadamente quase 8 meses após o primeiro grupo ter iniciado em Jaboatão.
A Mãe de Deus abençoa esta iniciativa ajudando os homens a realizar o ideal deste Santuário: Tabor da Nova Evangelização.
O Sr. Medeiros convida um pequeno grupo de homens[5] e começam a rezar uma vez ao mês, ao lado das ruinas do antigo muro, em frente ao Santuário da Mãe Rainha em Olinda.
Em maio de 1998, mês mariano, o Sr. Antônio Medeiros, coordenador deste primeiro grupo no Santuário da Mãe Rainha, propõe um propósito ao “Capital de Graças à Mãe Rainha”[6]. O qual foi aceito pelos poucos participantes. O oferecimento seria:
- Rezarem semanalmente o Terço e no mesmo horário.
- Cada homem convidaria outro homem para vir na semana seguinte na reza do Terço. Cada semana teria que convidar outro.
O Sr. Carlos Alves, coordenador do deste grupo depois do Sr. Medeiros testemunha que:
“Quando cheguei no Santuário da Mãe Rainha tinha um grupo pequeno de homens rezando o Terço. Eu encontrei interessante essa iniciativa, me identifiquei e comecei a frequentar. No mês de maio começamos a rezar semanalmente e o Valmy ficou para ir contando quantos homens iam chegando por semana no grupo no Santuário. No final do mês o Valmy chegou a mim emocionado dizendo que tínhamos alcançado o número de 100 homens. Foi uma emoção muito grande para nós. Era para rezar semanalmente somente no mês de maio e depois voltar uma vez ao mês em junho. Devido as multiplicações, ficou assim, semanalmente.”[7]
A data de fundação deste Grupo do Terço dos Homens no Santuário Mãe Rainha, em Olinda, PE, ficou convencionado pelos participantes que seria dia 30 de maio de 1998. A razão para esta dada comemorativa do grupo é por terem percebido a resultante criadora das graças da ação da Mãe Rainha, com o aumento repentino do grupo no mês de maio.
O Sr. Carlos Alves comenta que:
“Não temos a data exata quando começou, mas passado um tempo depois desse acontecimento de maio, nós nos perguntamos qual era o nosso dia de fundação e ninguém lembrava; assim que decidimos pegar essa data como referência, porque para nós foi um lindo testemunho da Mãe Rainha.”[8]
3. 4– Manual Oficial do Terço dos Homens
Os homens que coordenavam o grupo no Santuário, rezavam o terço, mas percebiam que necessitavam de ter algo em mãos com mais orações, pois não eram muitos bons para a reza. Sabiam poucas orações marianas.
Passado um tempo os membros deste grupo se reúnem e elaboram um manual do Terço para que todos os homens presentes pudessem acompanhar, e ao mesmo tempo servir como orientação para a implantação de novos grupos do Terço dos Homens nas paróquias e capelas.
Neste Manual foi trabalhado uma mística própria para que a reza do Terço fosse interessante inspirado em alguns elementos da espiritualidade do Movimento Apostólico de Schoenstatt. Não somente a contemplação das dezenas, mas que tivesse um pequeno ritual que adornasse de espiritualidade o momento do encontro para a recitação do Terço.
Este ritual seria a originalidade do Grupo do Terço dos Homens, em relação a outros grupos de pessoas que rezam o rosário na Igreja. Este ritual, ou pequena liturgia se tornou a originalidade do Terço dos Homens.
Comenta Carlos Alves :
“Não lembro bem, quanto tempo depois, nos reunimos e elaboramos um manual do Terço para que os homens pudessem acompanhar todos os dias a reza do Terço com a espiritualidade da Mãe Rainha; pois nós estávamos rezando dentro da sua casa. O manual foi aprovado pelo Pe. José Pontes e também o Pe. Miguel Lencastre.”[9]
Os elementos básicos e mais importantes da mística do Terço dos Homens já estavam sendo consolidados.
3. 5 – Expansão do Terço dos Homens e outros grupos do Terço
Esta riqueza, constatado no grupo de Jaboatão dos Guararapes e depois no Santuário da Mãe Rainha, não poderia ficar aprisionada.
Os homens destes grupos se preocuparam em levar para outros lugares as experiências que estavam vivenciando semanalmente. Pois os grupos começaram a crescer e junto as manifestações de transformações de homens que participavam dos momentos de orações.
Como ação missionária se propuseram em começar a implantar grupos nas paróquias e capelas vizinhas.
Com o Manual elaborado em mãos ficou mais fácil o trabalho missionário de crescimento dos grupos. O Manual serviu para dar unidade aos grupo que eram implantados; os homens aprendendo as orações em comum.
Se percebeu que o Manual seria um grande instrumento para ajudar na implantação de novos grupos, como também de manter uma unidade na Diocese. Assim, começam as implantações dos grupos do Terço dos Homens.
Uma das metas, do Pe. Miguel Lencastre, então reitor do Santuário, juntamente com o primeiro coordenador do Terço dos Homens Mãe Rainha, Carlos Alves, foi de levar também essa iniciativa que estava dando frutos para outros estados do nordeste e restante do Brasil, onde o Pe. Miguel tinha contatos.
Assim começa a serem implantados grupos nos diversos estados do Nordeste fomentados com as viagens do Pe. Miguel e Carlos Alves. As cidades capitais foram uma das estratégias: Recife, João Pessoa, Salvador, Maceió, Natal e consecutivamente foram entrando para dentro do território as implantações dos grupos.
Essas implantações de grupos não estiveram isentas de dificuldades. A maioria dos padres não acreditavam nessa iniciativa apostólica.
Somente o testemunho dado de que já existiam alguns grupos, com imagens de fotos e apresentado o testemunho da experiência das vivências desses grupos é que lentamente foram abrindo caminhos em diversas paróquias. A expansão além do trabalho missionário do Pe. Miguel Lencastre, Carlos Alves e outrostambém se deveu através dos meios de comunicação, especialmente através de reportagens feitas pelo canal da Rede Globo que tinha um centro de geração de notícias situado ao lado do Santuário da Mãe Rainha em Olinda. Com a presença semanal de muitos carros na rua, pertencentes aos homens que iam no grupo para rezar o Terço, chamou a atenção dos jornalistas. Consecutivas reportagens foram emitidas nos primeiros anos do Terço dos Homens.
3.6 – O nome Terço dos Homens Mãe Rainha
Os primeiros grupos receberam o nome de Grupo de Oração Terço dos Homens, tendo como padroeira Mãe Rainha. Tendo como sigla GOTH’s. Assim foram conhecidos os primeiros grupos. Ainda perduram alguns grupos com este nome.
Com o passar do tempo na Igreja, ocorreu uma pequena tensão em confundir os grupos do Terço dos Homens com grupos do Movimento da Renovação Carismática, que usam nos seus grupos as palavras: Grupo de Oração.
“ Devido à necessidade da identificação com a espiritualidade de onde procedeu a fecundidade do Terço dos Homens e para evitar confusão de nomes com outros grupos de oração existentes na Igreja, a Coordenação Nacional do Terço dos Homens substituiu pelo nome de Terço dos Homens Mãe Rainha, em março de 2007, durante o Simpósio Mariológico em Belém do Pará, em preparação à Vª Conferência do CELAM e da vinda do Papa Bento XVI à Aparecida do Norte. A partir desta data os grupos assumiram este nome.” [10]
A partir desse Encontro em Belém do Pará em 2007 os grupos começaram a serem chamados: Terço dos Homens Mãe Rainha – THMR.
4. – Implantação do Terço dos Homens Mãe Rainha fora do Brasil.
4.1 – Terço fora do Brasil com o título Mãe Rainha
A Igreja vive hoje um novo advento mariano. O que vemos no Brasil em relação ao Terço dos Homens Mãe Rainha e outros Grupo de Terços; com nascimento independente, crescendo, vemos também em outros países.
Na África, mais especificamente em Moçambique/Tete, em Holanda/Amsterdã, Portugal/Lisboa, Japão/Hamamatsu na diocese de Tóquio, Canadá, etc.
Nos países sul-americanos, especialmente no Chile, Paraguai e Argentina existem muitos grupos tendo a Mãe Rainha como padroeira.
No Chile os grupos do Terço dos Homens são chamados de “Los Madrugadores”. São homens que levantam cedo para rezar o Terço, em seguida indo para seus respectivos trabalhos. O movimento do “Rosário de los Madrugadores” está, atualmente, crescendo em todo o país. Começou no ano de 1989 em Rancagua.
No Paraguai o Terço dos Homens são chamados de “Rosario de los Hombres Valientes” que tem crescido vitalmente e expandido por todo o pais. Em ambos os países se recita a reza do Terço sob a devoção à Nossa Senhora com o título Mãe Rainha. Nasceu em 04 de dezembro de 2012. Igualmente na Argentina está expandindo-se atualmente.
Pe. Vandemir J. Meister
Assessor do Terço dos Homens – THMR.
[1] Testemunho em áudio dado pela Oneida Araújo da Silva ao Pe. Vandemir J. Meister em 20/04/2020.
[2] Existe a folha onde assinaram todo os presentes, com isso assegurando a exatidão do fato histórico
[3] Idem. Oneida Araújo da Silva.
[4] Idem. Oneida Araújo da Silva, testemunhou em audio ao Pe. Vandemir J. Meister.
[5] Neste primeiro grupo liderado pelo Sr. Medeiros estavam também Valmy, Sr. João, Francisco, Nelson, Marcos Filinto e Jairo, comenta o Pe. Miguel Lencastre.
[6] Capital de Graças é uma expressão técnica da pedagogia da Espiritualidade de Schoenstatt de apresentar oferecimento de atitudes, esforços, sacrifícios, etc, a Deus.
[7] Testemunho em áudio fornecido pelo Sr. Carlos Alves ao Pe. Vandemir J. Meister.
[8] Idem. Carlos Alves.
[9] Idem. Carlos Alves.
[10] Cf. Orientações Gerais e Pastorais para o Terço dos Homens. Ed. Patris Brasil, 2019, pág. 14.
Compartilhe isso: