Cruz da Unidade e a Aliança de Amor para os Homens do Terço.

ALIANÇA DE AMOR – CRUZ DA UNIDADE

No ano de 2013, ano da Fé, ano da missão, foi também o ano que nasceu uma “Corrente de Vida,” dentro do Terço dos Homens Mãe Rainha, sobre a Aliança de Amor.

A CRUZ DA UNIDADE É O SIMBOLO PARA TODOS OS HOMENS DOS DO TERÇO QUE SELAREM A ALIANÇA DE AMOR.

  • O uso
  • História da Cruz da Unidade  
  • A teologia
  • Atualidade para o THMR

A – Prática do uso

A Cruz da Unidade já se tornou um patrimônio universal da Igreja. Ela é usada por muitos cristão no orbe terrestre.

O Movimento Apostólico de Schoenstatt (Movimento da Mãe Rainha) tem o costume de que quando alguém sela a Aliança de Amor com Maria, usa um símbolo para expressar e marcar esse momento.

O uso no grupo do Terço dos Homens é a Cruz da Unidade de cor vermelha no fundo. Ela tem uma grande riqueza teológica contido na sua simbologia; a qual será explicada abaixo.

Caso não se consiga adquirir a Cruz da Unidade de cor vermelha no fundo, pode ser outra, contanto que seja a Cruz da Unidade.

B – História da Cruz da Unidade

Cruz da Unidade foi criada no Brasil, mais propriamente em Santa Maria/RS, no ano de 1959/60, por um padre de Schoenstatt chamado Padre Angel Vicente Cerró, de origem chilena. Na cidade de Caxias do Sul, local que naquela época tinha uma empresa de fundição, foi fundido em metal a Cruz. Seu tamanho é de aproximadamente 30 cm de altura. O fundo da Cruz era para ser de cor vermelho, mas devido à falta do desenvolvimento da técnica de derretimento do esmalte na região, a cruz ficou na cor do ferro, e fundo dourado, como se vê na foto.

A Cruz surgiu da necessidade de um grupo de jovens seminaristas expressarem sua entrega ao sacerdócio de Cristo e serem unidade para a Família de Schoenstatt. Na parte de traz da cruz foi inscrito em latim: “Unum in Sanguine – Clarificate” (Um no Sangue – Glorifica-te) e também uma pequena coroa, que significa a coroação de Maria e o pedido de que Maria fosse a Rainha que realizaria a unidade.

No ano 1960 a Cruz da Unidade foi levada para o Chile, para a capital Santiago; onde colocaram sobre o altar do Santuário da Mãe Rainha no dia 24 de dezembro, para que ela fosse o símbolo da unidade da Família de Schoenstatt em Santiago. Naquele tempo o Movimento daquele lugar estava passando por dificuldades entre os membros, e pedia-se pela unidade dos mesmos.

Ao entregarem a Cruz à Mãe de Deus, durante uma celebração eucarística, no dia 24 de dezembro, no Santuário da Mãe Rainha em Bellavista, o milagre da unidade da família, que até o momento viviam com muitas tensões, produziu-se.

A Cruz da Unidade é atualmente, uma das cruzes mais difundida em do mundo, e usado por muitos católicos e comunidades religiosas; e que, no entanto, não conhecem a história de origem desta cruz.

Ela foi presenteado ao Papa Paulo VI no ano de 1972, na festa de Pentecostes. O Papa João Paulo II recebeu uma Cruz da Unidade de presente no dia 29 de novembro de 1980 dos Padres de Schoenstatt. Também o Papa Francisco recebeu uma.

Em todos os Santuários da Mãe Rainha no Brasil a Cruz da Unidade está sobre o tabernáculo.

C – Teologia

A Cruz da Unidade é portadora de uma grande simbologia Cristológica e Mariana.

Os jovens seminaristas no ano de 59/60 quiseram expressar na Cruz da Unidade, o perfil da Cristologia Schoenstattiana: a imagem de Cristo que o Padre Kentenich quis acentuar para a Igreja atual.

Cristo responde a carência de todas as épocas. Sua Palavra transforma os distintos momentos da humanidade e quer também agora ser resposta.

A Cruz da Unidade quer expressar o Cristo dos Vínculos. Vínculo é a grande carência do mundo atual. Mesmo com o excesso de comunicações, meios que nos facilitam o diálogo, os contatos; os homens vivem uma solidão existencial pela falta de vínculos.

A Cruz não separa a dimensão natural da dimensão sobrenatural. Ela quer expressar a organicidade e unidade entre os dois mundos, que também algum dia todos os homens vão participar de ambos. Nela está o Vínculo de Cristo com Maria, vínculo de Cristo com o Espírito Santo e vínculo de Cristo com o Pai.

Maria está unida a Cristo, na cruz, numa aliança indissolúvel. Maria e Cristo estão no alto da Cruz. Maria está participando do momento culminante da entrega de seu Filho no alto do Calvário. E também, Maria participa ativamente da Igreja nascente do costado de Cristo, na Cruz. Ela é, a partir do momento da cruz, a portadora, no cálice, do sangue redentor de seu Filho para o mundo.

Unir-se à Maria através da Aliança de Amor, é unir-se ao mistério de Maria junto à Cruz, que assume o papel de ser a Igreja nascente. A Aliança de Amor é um crescimento em profundidade da Aliança Batismal que nos torna filhos de Deus.

Maria ao pé da cruz torna-se a Colaboradora e Companheira permanente de seu Filho; e quer fazer-nos, também, parte desta grande missão que assumiu junto ao seu filho.

Na Aliança, através da mão educadora e intercessora de Maria cresce-se na corresponsabilidade de ser um colaborador de Cristo na Obra da Redenção, tal como foi Maria, construindo a Igreja na entrega, caridade, resiliência e magnanimidade.

A Cruz da Unidade tem uma forma de ovo. Ela, em si, não tem pontas. Ela tem uma harmonia de desenho onde não se contempla “esquinas”. Essa forma oval quer expressar a vida orgânica existente. O ovo tem em si, em forma latente a vida; e, quando bem condicionado (processo de chocar) irá produzir vida. A cruz, ela também, quando bem condicionada em nossa vida diária, irá produzir vida, e vida em abundância. A cruz não é sinal de morte, mas de entrega amorosa e de vida nova; a Ressurreição.

Olhando a Cruz percebe-se no alto da mesma o olho do Pai. O Pai que acompanha todos os momentos do filho. Em Mt 3,15 Deus Pai se refere ao seu filho: “E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição.” Jesus também em várias oportunidades referiu-se ao Pai, e um dos dizeres mais forte é quando ele diz: “Quem me vê, vê o Pai.”

No fundo da Cruz predomina a cor vermelha que simboliza o sangue de Cristo derramado na cruz, fonte do perdão dos nossos pecados e também de nossa unidade nele. Significa o heroísmo.

A cor vermelha lembra também a presença do Espírito Santo na Crucificação, força e amor que brota do amor de Cristo e que transborda para o mundo.

Maria, ao assumir a missão no pé da Cruz, recebe a missão de Cristo na força do Espírito; e , é  portadora desse Espírito na Igreja nascente sendo a congregante do apóstolos no Cenáculo.

D – Atualidade para o Terço dos Homens

A Cruz da Unidade, um símbolo criado no Brasil, dentro do próprio Movimento Apostólico de Schoenstatt, com uma riqueza de detalhes histórico e teológico tem todo o mérito de ser um símbolo para expressar o momento de Aliança de Amor que surge no THMR.

Ademais, a cor vermelha no fundo, marcando o diferencial e próprio do THMR, lembra aos homens do Terço a necessidade da oração ao Espírito Santo pedindo que seja garante da Unidade do Terço dos Homens Mãe Rainha, na sua mística e organização, e sua fecundidade seja mérito de toda a Igreja.

Os Homens, sejam heróis para viverem a santidade da vida diária no trabalho e na sua família, sendo testemunho e exemplo de fé.

Hoje não se necessita carregar uma cruz no peito; mas necessita-se de peito para carregar uma Cruz da Unidade e ser testemunho da missão.

Pe. Vandemir Jozoé Meister. ISch. Assessor Nacional do Terço dos Homens Mãe Rainha

SECRETRARIA NACIONAL DO TERÇO DOS HOMENS

Rua José Dias Raposo, 914

Bairro: Ouro Preto, Morro do Peludo

CEP: 53.370-420 – Olinda/PE – Brasil

Fone: (81) 3011-5436, (81) 3439-7066, (81) 99842-1119

Site Oficial: http://www.tercodoshomens.org.br

Publicado por

Avatar de Desconhecido

Pe. Vandemir Jozoé Meister

Assessor Nacional do Terço dos Homens Mãe Rainha.

Deixe um comentário